A FAMÍLIA NOS DOCUMENTOS DA IGREJA

PARÓQUIA SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

ÁGUAS, BELA VISTA, CARIRU, CASTELO, VILA IPANEMA - IPATINGA / MG.

O Padroeiro: Sagrado Coração de Jesus

 

 

 

 

SEMENTES DO VERBO E SITUAÇÕES IMPERFEITAS

Assumindo o ensinamento Bíblico de que tudo foi criado por Cristo e para Cristo, o matrimônio só se compreende à luz do seu cumprimento sacramental. Somente fixando o olhar em Cristo conhecemos profundamente a verdade sobre os relacionamentos humanos. Existem elementos positivos e presentes nas formas matrimoniais de outras tradições religiosas, embora não faltem também as suas sombras. Podemos dizer que toda pessoa ao desejar formar uma família que ensine os filhos a alegrar-se por cada ação, que proponha vencer o mal, que mostre que o Espírito está vivo e operante, assim, encontrará gratidão e estima independente do povo, região ou religião a que pertença.

Sob o olhar de Cristo estão os fiéis que simplesmente convivem, ou que contraíram apenas o casamento civil, ou então que são divorciados e recasados.  A Igreja dirige-se com amor a quantos participam na vida dela de modo imperfeito, invoca com eles a graça da conversão, encoraja-os a realizar o bem, a cuidar com amor um do outro e pôr-se a serviço da comunidadena qual vivem e trabalham. Quando a união alcança uma estabilidade notável através de um vínculo público e é marcada por profundo afeto, por responsabilidade em relação aos filhos e por capacidade de superar as provações, pode ser vista como uma ocasião para ser acompanhada rumo ao sacramento do matrimônio, quando isto for possível. O grau de responsabilidade não é igual em todos os casos, e podem existir fatores que limitam a capacidade de decisão.“Por isso, é preciso evitar juízos que não levam em consideração a complexidade das diversas situações e torna-se necessário prestar atenção ao modo como as pessoas vivem e sofrem por causa da sua condição”.

A transmissão da vida e a criação dos filhos: O matrimônio é, em primeiro lugar, “uma íntima comunidade de vida e do amor conjugal” e a sexualidade “está ordenada para o amor conjugal entre o homem e a mulher”. Por isso, também, os esposos a quem Deus não concedeu os filhos podem, no entanto, ter uma vida conjugal cheia de sentido, humana e cristãmente. O bebê que chega não vem de fora acrescentar-se ao amor mútuo dos esposos; surge no próprio âmago dessa doação mútua, da qual é fruto e realização. O filho pede para nascer, não de qualquer maneira, mas deste amor, porque ele “não é uma dívida, mas uma dádiva”, é fruto do ato específico do amor conjugal de seus pais.  O criador tornou o homem e a mulher participantes da obra da criação, confiando a sua responsabilidade, o futuro da humanidade, através da vida humana. Se a família é o santuário da vida, o lugar onde a vida é gerada e cuidada é uma contradição absurda fazer dela um lugar onde a vida é negada e destruída. É tão grande o valor de uma vida humanae alienável a vida de um bebê inocente que cresce no ventre de sua mãe. É dever da Família protegera vida em todas as fases, rejeitando o aborto, a eutanásia e a pena de morte. As famílias enfrentam hoje um enorme desafio que é o educativo, o qual se torna cada vez mais difícil e complexo. A escola não substitui os pais, serve-lhes de complemento. Hoje o pacto educativo quebrou-se, a aliança da sociedade com a família entrou em crise. A igreja é chamada a colaborar, ajudando-os a valorizar a sua função, reconhecer que os que recebem o sacramento do matrimônio são os ministros educativos, pois, ao formarem seus filhos, edificam a igreja, e aceitam uma vocação que Deus lhes confiou.