A FAMÍLIA NOS DOCUMENTOS DA IGREJA

 

PARÓQUIA SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

ÁGUAS, BELA VISTA, CARIRU, CASTELO, VILA IPANEMA - IPATINGA / MG.

O Padroeiro: Sagrado Coração de Jesus

 

 

 

 

 O Concílio Vaticano II,ocupou-se na Constituição Pastoral Gaudium et Spes, em promover a dignidade da Família e do matrimônio, colocando o amor no centro da família. O “verdadeiro amor entre marido e mulher” implica a mútua doação de si mesmo, inclui e integra a dimensão sexual e a afetividade, correspondendo ao desígnio divino.

O beato Paulo VI, no decorrer do Concílio Vaticano II, aprofundou a doutrina sobre o matrimônio e a família de modo particular, com a Encíclica Humanae Vitae, evidenciou o vínculo entre o amor conjugal e a geração da vida, o exercício da “paternidade responsável”que implica em que os cônjuges reconheçam plenamente os seus próprios deveres para com Deus, para consigo mesmo, para com a família, e para com a sociedade. A relação entre a família e a Igreja sempre foi colocada em evidência.

São João Paulo II, dedicou especial atenção à família através das suas catequeses sobre o amor humano, a Carta às famílias Gratissimam Sane e com a Exortação Apostólica Familiares Consortio. Nestes documentos, o Pontífice definiu a família como o “caminho da Igreja”, propondo as linhas fundamentais para a pastoral da família e para a presença da família na sociedade. Ao tratar caridade conjugal São João Paulo II descreveu o modo como os cônjuges, no seu amor mútuo, recebem o dom do Espírito de Cristo e vivem a sua vocação à santidade.

“Bento XVI, na Encíclica Deus Caritas Est, retomou o tema da verdade do amor entre o homem e a mulher que se vê iluminado plenamente apenas à luz do amor de Cristo crucificado. Na Encíclica Caritas in Veritate, destaca a importância do amor como princípio de vida na sociedade, lugar onde se aprende a experiência do bem Comum”.

A Escritura e a tradição abre-nos o caminho do conhecimento da trindade. Jesus ao reconciliar-se tudo em Si, não só restituiu ao matrimônio e à família a sua forma original, mas também elevou-o como sinal sacramentado de amor pela Igreja(Mt19,1-12) (Mc 10, ,1 -12) ( Ef 5, 21 -32). Na família humana, reunida em Cristo,é restituída a“imagem e semelhança” da Santíssima Trindade e recebem a graça do Espírito Santo para testemunhar o Evangelho do amor de Deus.

A decisão de casar-se e formar família deve ser fruto de um discernimento vocacional. O matrimônio Cristão é um sinal que não só indica o quanto Cristo amou a sua igreja na aliança selada na cruz,mas torna-se presente no amor e na comunhão dos esposos. Os esposos nunca estarão sós, com suas próprias forças, enfrentando os desafios na luta diária, mas sempre poderão invocar o Espírito Santo que consagrou a sua união. No Sacramento do matrimônio os ministros são o homem e a mulher e a centralidade deles é que estabelece o vínculo sacramental.

O sacramento do matrimônio não é uma simples convenção social, um rito vazio, um mero sinal externo de compromisso, uma “coisa”, uma força, mas o próprio Cristo que vem ao encontro dos cônjuges e com eles permanece dando-lhes forças de segui-lo, levar sua cruz, levantar-se após as quedas, perdoar-se mutuamente, carregar os fardos uns dos outros. Os esposos são para a Igreja a lembrança permanente daquilo que aconteceu na cruz, são um para o outro, e para os filhos testemunhas da salvação.

Fonte: Exortação Apostólica: AMORIS LAETITIA -SOBRE O AMOR NA FAMÍLIA.