NATAL: NASCIMENTO E FESTA DE JESUS

PARÓQUIA SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

ÁGUAS, BELA VISTA, CARIRU, CASTELO, VILA IPANEMA - IPATINGA / MG.

O Padroeiro: Sagrado Coração de Jesus

 

 

 

 

O Natal para os cristãos marca o nascimento de Jesus, o filho de Deus, cujas comemorações básicas são: 25 de dezembro para os cristãos ocidentais e 7 de janeiro, para os cristãos ortodoxos.

Jesus nasceu de Maria, noiva de José, um carpinteiro. Os evangelhos afirmam que Maria era virgem quando engravidou - Lucas 1,23.

José e Maria viajaram de Nazaré para Belém pouco antes do nascimento de Jesus, submetendo-se à ordem de Cesar que exigia o recenseamento da população para controle da arrecadação dos impostos. Os que haviam se mudado de Belém, como José, tinham de regressar para serem registrados - Lucas 2.

José e Maria enfrentaram a longa e árdua viagem de 150 km a partir de Nazaré, pelo vale do rio Jordão, passando por Jerusalém até chegar a Belém. Maria viajou sobre uma mula, para guardar energia para o parto.

 Maria foi visitada por um anjo trazendo a mensagem de que ela daria à luz o filho de Deus - Lucas 1 e 2.

José foi visitado por um anjo que o persuadiu a casar com Maria em vez de dispensá-la ou expor a origem de sua gravidez - Mateus 1.

 Um grupo de sábios estudiosos e pesquisadores dos astros, de várias regiões do Oriente, (os três reis magos - Gaspar, Baltazar e Melchior) seguiram uma estrela até chegar ao local de nascimento de Jesus, para presenteá-lo com ouro, incenso e mirra - Mateus 2.

Pastores foram guiados por um anjo até Belém e foram avisados do nascimento do recém-nascido, o Salvador, o Messias numa gruta em Belém de Judá - Lucas 2.

Mas, ao chegarem a Belém, souberam que a hospedaria local estava repleta - Lucas 2,7. O dono do local os deixou permanecer em uma caverna rochosa sob a casa, usada como um estábulo.

Maria deu à luz seu bebê e colocou-o na manjedoura.

Os evangelhos não mencionam a data do nascimento de Jesus. No século 4 oPapa Júlio 1º estabeleceu o dia 25 de dezembro como o dia de Natal. Era uma tentativa de cristianizar as celebrações pagãs que já eram realizadas nessa época do ano.

No ano de 529, o 25 de dezembro já havia se firmado como um feriado e, em 567, os 12 dias entre o 25 de dezembro e o Dia de Reis - considerado o dia em que os reis magos chegaram até Jesus - tornaram-se feriados públicos.

O Natal não é apenas uma festa cristã. A celebração tem raízes no feriado judaico de Hanuká (festa de luzes celebrada ao longo de oito dias), nos festivais dos gregos antigos, nas crenças dos druidas (sacerdotes celtas) e nos costumes folclóricos europeus.

HEMISFÉRIO NORTE

No hemisfério Norte, o Natal é uma festa invernal, próximo ao período do solstício de inverno - depois desse período, a luz do sol aumentar e os dias começam, gradativamente, a serem mais longos. Ao longo da história, esse já era uma época de festividades.

Nossos antepassados caçadores passavam a maior parte do tempo em ambientes externos. Portanto, as estações do ano e o clima tinham uma importância enorme em suas vidas, a ponto de eles reverenciarem o sol. Povos do norte europeu viam o sol como uma roda que mudava as estações, por exemplo.

Os romanos também tinham seu festival para marcar o solstício de inverno: a Saturnália (dedicado ao deus Saturno). Durava sete dias, a partir de 17 de dezembro. Era tempo de festas semelhantes ao nosso carnaval: homens se vestiam de mulher, e patrões se fantasiavam de servos. O festival também envolvia procissões, decorações nas casas, velas acesas e distribuição de presentes.

O azevinho, arbusto típico usado hoje nas guirlandas, é um dos símbolos mais associados ao Natal - por ter sido transformado pela Igreja no símbolo da coroa de espinhos de Jesus. Segundo uma lenda, galhos de azevinho foram trançados em uma dolorosa coroa e colocados na cabeça de Cristo por soldados romanos para zombá-lo: "Salve o rei dos judeus".

Mas o significado religioso do azevinho precede o cristianismo: o arbusto era associado inicialmente ao deus Sol e considerado importante nos costumes pagãos. Algumas religiões antigas usavam o azevinho para proteção, e as portas e janelas eram decoradas com suas folhas para proteger as casas de espíritos ruins.

Do ponto de vista histórico, o Natal sempre foi uma curiosa combinação de tradições cristãs, pagãs e folclóricas. No ano de 389 d.C., são Gregório Nazianzeno (um dos quatro patriarcas da Igreja Grega) advertiu contra "os excessos nas festividades, nas danças e decorações nas portas". Nessa época, a Igreja já tinha dificuldades em eliminar os traços pagãos dos festivais de inverno.

O Natal medieval durava 12 dias, entre o dia 24 de dezembro ao dia 6 de janeiro - dia da "Epifania do Senhor". Epifania vem da palavra grega que significa aparição, em referência ao momento em que Jesus foi revelado ao mundo, com a visita dos Magos.

Ao longo da história, a Igreja tentou restringir as celebrações pagãs e dar um sentido cristão a costumes populares. Os cânticos natalinos, por exemplo, eram originalmente músicas para comemorar colheitas ou a metade do verão, até serem incorporadas pelos religiosos. Elas se tornaram uma tradição natalina no final do período medieval.

Como a data do nascimento de Cristo não consta dos evangelhos, os puritanos acreditavam que o Natal era muito relacionado aos festivais pagãos romanos e se opunham a sua celebração, sobretudo ao seu aspecto festivo, regado a comida e bebida, como herança da Saturnália.

TRADIÇÕES NATALINAS

A tradição de montar presépios vem do ano 400 d.C. O papa Sisto 3º ordenou que um presépio fosse construído em Roma. No século XIII São Francisco de Assis divulgou a confecção do presépio como um instrumento de evangelização cênica. No século 18, em muitas partes da Europa, a montagem de presépios era considerada uma forma importante de artesanato.

Peças teatrais de natividade também eram apresentadas em igrejas, com a intenção de ilustrar a história natalina contada pela Bíblia.

Os ingleses foram os precursores dos cartões de Natal, mas os americanos - muitos deles migrantes - adotaram a prática e a popularizaram, graças a um serviço postal barato e à possibilidade de manter contato com parentes fisicamente distantes.

A árvore de Natal era uma tradição germânica, levada à Inglaterra e popularizada pela família real.

NATAL HOJE

Guirlandas do Advento são populares na Europa e nos Estados Unidos, sobretudo em igrejas. Elas são feitas com galhos de pinheiros e quatro velas - uma para cada domingo do Advento.

Nos EUA, a figura do Santa Claus tem seu nome derivado de São Nicolau, que, segundo a tradição, entregouanonimamente sacos de ouro para um homem que não tinha dinheiro para pagar o dote de casamento de sua filha. Daí nasce a ideia comercial do Papai Noel.

Algumas versões da história afirmam que o santo jogava as sacolas de ouro pela chaminé, para lhes facilitar a aquisição de presentes no tempo do Nata.

O NATAL: UMA FESTA CRISTÃ

O Dia de Natal é a festa cristã mais celebrada pelas pessoas que nem frequentam igrejas, que costumam ficar repletas para a missa natalina.

No entanto, para muitas pessoas, o Natal hoje se tornou uma festa secular, centrada na reunião familiar e na troca de presentes. Muitos celebram o natal sem o homenageado que é Jesus.

Se em séculos passados a Igreja temia a influência pagã sobre a festa cristã, as preocupações atuais são a invasão do mundanismo e do consumismo e dos excessos que marcam as festas de fim de ano, sem o menor sentido religioso.

É bom saber que o célebre Papai Noel nada nada nada tem a ver com o Natal.

O Messias veio para nos salvar, aliás o maior Presente que Deus nos deu para a nossa verdadeira felicidade aqui na terra e no céu. Jesus é pelo amor e pela gratuidade, pela misericórdia e pela fraternidade universal.

 O Papai Noel, (criado conjuntamente com a Coca-Cola) veio para aumentar e incentivar o consumo, as vendas e as compras do comércio, dos shoppings e das fábricas de brinquedo. Ele é pelo consumo, pelo gasto, pelas compras e pelo material que não nos traz a verdadeira felicidade.

Nós preferimos celebrar o Natal com a família, com a Igreja e com Jesus.

Pe. Geraldo Ildeo Franco - dezembro 2017