Os novíssimos do homem  - Alguns assuntos relativos à escatologia.

PARÓQUIA SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

ÁGUAS, BELA VISTA, CARIRU, CASTELO, VILA IPANEMA - IPATINGA / MG.

O Padroeiro: Sagrado Coração de Jesus

 

 

 

 

Sabemos que a vida neste mundo é passageira: nascemos e morremos. Todos, religiosos, indiferentes, ateus, beatos, santos e pecadores, terminaremos nossa vida terrena em um dia que só Deus sabe onde, como, onde, cedo ou tarde. Não temos palavras, a não ser humanas e imperfeitas para explicar o que vai nos acontecer após a morte. Aliás, ninguém sabe por que nascemos. Ninguém escolheu seus pais, sexo, cor, irmãos, país, local de nascer ou de morrer. Se confiamos e se cremos em Jesus: aceitamos sua palavra totalmente.

Se somos cristãos, aceitamos Jesus e suas palavras: “eu sou o caminho, a verdade e a vida”. “Quem crer em mim, ainda que esteja morto, viverá”. Quem comer deste pão, ainda que esteja morto, viverá”. Se aceitamos Jesus, estamos nos obrigando a aceitar suas palavras e pautar nossa vida nas propostas de Jesus.

Somos cristãos. Respeitamos as outras maneiras de crer. Cremos na Ressurreição. Morremos apenas uma vez. Não cremos na reencarnação, em que se acredita que as almas retornam a outra pessoa, animal ou planta para se purificar.

Jesus não explicou como será o depois da morte. Se nós cremos que Deus é justo e quer salvar a todos e respeita a nossa liberdade, sabemos também que a escolha é nossa, de cada um de nós, para o bem ou para o mal, para a luz ou para as trevas. A bíblia não explica tudo, mas sabemos que há pecados mais graves e mais leves. Deus saberá (infinitamente melhor do que nós) a agir com os mais perversos e com os mais descuidados. A ideia do purgatório surgiu para explicar de um modo humano a misericórdia divina em relação aos que cometem pequenas faltas ou que se arrependeram sinceramente depois de terem feito algum mal. Não queiramos que a bíblia explique tudo. O importante é nós nos prepararmos: “na hora em que menos pensardes, virá o Filho do homem como um relâmpago”.

A Escatologia é a parte da teologia que estuda o que nos acontece após a morte: a vida após a morte, a eternidade, o juízo particular, purgatório, céu, inferno.

A vida eterna é a que terá início depois da morte. É uma nova realidade diante ou longe Deus, que não está ligada ao espaço nem ao tempo e não terá fim. Será precedida para cada um por um juízo particular de cada pessoa, por obra e Jesus Cristo, juiz dos vivos e dos mortos e será sancionada no juízo final.

O juízo particular é p o juízo de retribuição imediata, que cada qual, desde a sua morte, recebe de Deus na sua alma imortal, em relação à sua FEE às suas obras. Essa retribuição consiste no acesso à bem-aventurança do céu, imediatamente ou depois de uma adequada purificação ou na condenação eterna no inferno.

O céu ou um estado de felicidade suprema e definitiva. Os que morrem na graça de Deus e não têm necessidade de ulterior purificação são retribuídos com total felicidade, e reunidos em torno de Jesus e de Maria, dos anjos e dos santos. Formam a assim chamada igreja do céu, onde eles veem a Deus “face a face” – I Coríntios 13,12 – vivem em comunhão de amor com a Santíssima Trindade e intercedem por nós.

Vida, na sua mesma realidade verdade, é o Pai que, mediante o Filho e no Espírito Santo, derrama como fonte sobre todos nós os seus dons celestes. E por sua bondade promete verdadeiramente também a nós homens os bens divinos da vida eterna.

 O purgatório é o estado dos que morrem na amizade de Deus, mas, embora certos de sua salvação eterna, têm ainda necessidade de purificação para entrar na bem-aventurança celeste.

Nós ajudamos as almas do purgatório a se purificarem oferecendo por elas orações de sufrágio, especialmente o sacrifício da Missa, com esmolas, indulgências e obras de penitência.

O inferno é um modo de condenação eterna para os que, livre e conscientemente, aqui na terra, quiseram negar a verdade e os dons de Deus; escolhendo uma vida de pecado, de violência, contra os mandamentos de Deus especialmente contra a caridade, contra as pessoas. É a separação eterna de Deus, em quem unicamente o homem tem a vida e a felicidade para as quais foi criado e às quais- aspira. São os que ouvirão de Jesus estas palavras: “afastai-vos de mim, malditos. Ide para o fogo eterno – Mateus 25,41.

Deus é infinitamente misericordioso. Deseja que TODOS venham a se converter – 2 Pedro 3,9. Criou o homem livre e responsável, mas respeita as decisões dele. É o próprio homem que, em plena autonomia se exclui voluntariamente da comunhão com Deus. Sua decisão de aceitar o inferno acontece em vida, vivendo no pecado grave, mortal, recusando o amor misericordioso de Deus.

O juízo final – universal – Mateus 25 – consiste na sentença de vida bem-aventurada ou de condenação eterna, que o Senhor Jesus, ao retornar como juiz dos vivos e dos mortos, emitirá a respeito “dos justos e dos injustos” – Atos 24,15 – reunidos todos juntos diante dele. Depois desse juízo final, o corpo ressuscitado participará da retribuição que a alma teve no juízo particular.

O juízo final acontecerá no final do mundo, cujo dia e hora somente Deus conhece.

A esperança dos novos céus e da nova terra: depois do juízo final, o próprio universo, livre da escravidão da corrupção, participará da glória de Cristo com a inauguração dos “novos céus” e de uma “nova terra” – 2 Pedro 3,13. Atingir-se-á assim a plenitude do Reino de Deus, ou seja, a realização definitiva do desígnio salvífico de Deus de “recapitular tudo em Cristo, tudo o que está no céu e na terra” – Efésios 1,10. Deus, então será “tudo em todos” – I Coríntios 15,28 – na vida eterna.

 O AMÉM conclui a profissão de fé e também o último livro da Bíblia, o Apocalipse, e algumas orações do Novo Testamento e as da liturgia da Igreja, significa o nosso SIM confiante e total ao que professamos crer, confiando-nos totalmente naquele que é o AMÉM definitivo: o Cristo Senhor – Apocalipse 3,14.

SIGNIFICADO DE ALGUMAS PALAVRAS:

- Morte = nascimento

- Cemitério: dormitório.

- Cadáver: caro data vermibus – carne dada aos vermes

- Memento mori: lembra-te que hás de morrer.

- Morituri mortuis: os que vão morrer homenageiam os que já morreram

- Hodie mihi, cras tibi: hoje sou eu, amanhã você.

- Quicreavit te sine te, non salvabit te sine te: quem te criou sem ti, não te salvará sem ti.

 

Pe Geraldo Ildeo Franco – 13/02/2016