A família na ecologia humana – Laudato Si

PARÓQUIA SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

ÁGUAS, BELA VISTA, CARIRU, CASTELO, VILA IPANEMA - IPATINGA / MG.

O Padroeiro: Sagrado Coração de Jesus

 

 

 

 

A família consciente e responsável é um valor fundamental para a sobrevivência da vida da sociedade. O mundo precisa da família que funcione viva como um guia educativo de consciência e responsável para a preservação da vida vegetal animal e humana.

Somos seres vivos, parte integrante do “ecossistema global integral”. Somos parte viva e consciente do planeta. Somos a sociedade humana, dentro do universo dos reinos mineral, vegetal e animal. 

O meio ambiente é a casa onde moramos, colocando-nos em íntima relação com a natureza.  Os ecossistemas e os diferentes mundos de referência social são o ambiente onde vivemos. Afetar e danificar o ambiente em que vivemos é danificar a vida humana, familiar, laboral e urbano. A relação de cada pessoa consigo mesma gera um modo específico de se relacionar com os outros e com o meio ambiente.

Os desastres e os problemas ambientais e sociais afetam a nossa vida individual e coletiva, provocando doenças, pobreza, marginalidade e criminalidade. Exigem uma abordagem integral, com o esforço de todos, para combater as conseqüências como a fome e as doenças. Para se poder devolver a dignidade aos excluídos e, simultaneamente, cuidar da natureza, é necessária a saúde para todos. Qualquer poluição, agressão à natureza e destruição dos ecossistemas afeta diretamente a família, nosso lar, a natureza a casa comum de toda a humanidade.

As empresas e as instituições da sociedade provocam e danificam a qualidade de vida dos animais e das plantas, se não tiverem consciência de sua responsabilidade na preservação da vida. Segundo Bento XVI “toda a lesão da solidariedade e da amizade cívica provoca danos ambientais”.

A família, onde nascemos e crescemos, é uma instituição base da vida social. É o espaço fundamental para a formação das pessoas para o convívio social e para a sua relação positiva com relação ao meio ambiente.

Cada família deve desenvolver a “ecologia da vida quotidiana”, educando-nos para proteger o “ambiente onde vivemos. A educação ecológica que recebemos, ou não, pode influenciar sobre a nossa maneira de ver, sentir e agir a vida. Exprimimos a nossa identidade zelando pelo espaço onde vivemos. Esforçamo-nos por nos adaptar ao ambiente e, quando este aparece desordenado, caótico ou cheio de poluição sonora e acústica, o excesso de estímulos põe à prova as nossas tentativas de desenvolver uma identidade integrada e feliz” (LS, n. 147).

O ecossistema é a casa onde vivemos. Devemos ser inteligentes e cuidadosos. Somos mais de sete bilhões de seres vivos humanos. Se cada um de nós contribuir (ou não) para a conservação do meio ambiente, estaremos construindo (ou não) uma casa adequada (ou não) à nossa própria saúde e sobrevida. Se quisermos ter saúde boa, devemos ser ecófilos. Se quisermos ter boa qualidade de vida, devemos viver em comunhão e com sentido de pertença. A organização das cidades deve favorecer a convivência das pessoas e o sentimento de “estar em casa”, mesmo tratando-se de uma grande cidade. Para o nosso bem pessoal é necessária a promoção do bem comum. A família consciente é célula basilar da sociedade e favorece o desenvolvimento do respeito pela pessoa humana.

A família é o lugar onde a vida, dom de Deus, pode ser convenientemente acolhida e protegida contra os múltiplos ataques a que está exposta, e pode desenvolver-se segundo as exigências de um crescimento humano autêntico. Contra a denominada cultura da morte, a família constitui a sede da cultura da vida.

É na família que aprendemos os primeiros hábitos de amor e cuidado da vida, como, por exemplo, o uso correto das coisas, a ordem e a limpeza, o respeito pelo ecossistema local e a proteção de todas as criaturas. A família é o lugar da formação integral, onde se desenvolvem os distintos aspectos, intimamente relacionados entre si, do amadurecimento pessoal. Na família, aprende-se a pedir licença sem servilismo, a dizer “obrigado” como expressão duma sentida avaliação das coisas que recebemos, a dominar a agressividade ou a ganância, e a pedir desculpa quando fazemos algo de mal. Estes pequenos gestos de sincera cortesia ajudam a construir uma cultura da vida compartilhada e do respeito pelo que nos rodeia”.

 

A família educa as pessoas a criarem novos hábitos, a não se tornarem escravas do consumismo, a praticarem a sobriedade, a evitar o desperdício com atitudes simples, como a de plantar árvores, economizar água, apagar as luzes desnecessárias, e “a recuperar os distintos níveis de equilíbrio ecológico: o interior consigo mesmo, o solidário com os outros, o natural com todos os seres vivos, o espiritual com Deus”.

Cada família procure cuidar da vida, contribuir para o cuidado da criação, para o cuidado da casa comum que nos foi confiada por Deus.

Vamos analisar em nossa própria família sobre qual seja o nosso cuidado com a limpeza pessoal, do ambiente, dos banheiros, do jardim, das plantas, do lixo e dos entulhos da construção e das reformas dos imóveis. Como obter água pura se jogamos lixo e esgoto nos rios? Pouco adianta nós ficarmos a criticar as autoridades se cada família não cumpre o dever de também ZELAR pelo seu ambiente. Sejamos, portanto, ECÓFILOS, se quisermos ter um ambiente saudável, sadio e bom para a nossa própria saúde.

Pe. G.Ildeo – setembro 2015

O Papa Francisco, lançou no dia 24 de maio de 2015 a Encíclica Laudato Si, refletindo sobre os cuidados que devemos ter para preservar a natureza e os ecossistemas para o bem da saúde de todos nós. A partir dos números 203 até o final, o Papa convida-nos a pensar sobre a Educação e a Espiritualidade Ecológicas. Lembra-nos a importância fundamental, responsável e educativa da família no processo da preservação da natureza em favor da saúde de cada um de nós.