MATERNIDADE DIVINA

PARÓQUIA SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

ÁGUAS, BELA VISTA, CARIRU, CASTELO, VILA IPANEMA - IPATINGA / MG.

O Padroeiro: Sagrado Coração de Jesus

 

 

 

 

A maior glória de Nossa Senhora foi ter sido escolhida para ser a Mãe de Deus, do Verbo Encarnado. É claro que Jesus sempre existiu no seio da Santíssima Trindade, pois o Senhor é eterno. Ao contrário de nós, que fomos criados, Deus sempre existiu. Por isso, no Credo, Niceno-Constantinopolitano diz: “Creio em um só Deus, Pai Todo-poderoso, Criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis. Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, gerado do Pai antes de todos os séculos verbo criado”.

 Jesus nasceu de forma humana, sem deixar de ser divino. Quando o Catecismo fala da escolha de Nossa Senhora, diz que, desde toda a eternidade, Deus já a havia escolhido para ser a Mãe de Seu filho (488).

“Deus juntou todas as águas e fez o mar. Deus juntou todas as graças e fez Maria” (Luís Maria Grignion de Montfort).

“Deus é um instante que não passa” (Karl Rahner). Podemos nos perguntar: “Porque o Senhor escolheu Maria? ”. Nossa Senhora responde no Magnificat: “Ele olhou para a pequenez de sua serva” (Lucas). Dizem que todas as mulheres de Israel tinham o sonho de ser mãe do Salvador, mas Nossa Senhora não tinha essa pretensão.

“Deus criou o homem para a imortalidade” (Sabedoria 2,23), mas este não quis obedecer a Deus. E o Senhor, para trazer a salvação ao mundo, escolheu e trouxe uma Mulher para vencer a soberba e o pecado. Se pela soberba de Eva o pecado entrou no mundo, pela humildade de Maria entrou a salvação.

Quando Isabel ficou grávida e Maria foi visitá-la, o filho de Isabel estremeceu em seu seio, pois, no ventre de Maria, estava o Salvador; no de Isabel, o precursor de Jesus. Isabel disse: “A que devo a honra de receber a visita da Mãe do meu Senhor”.

 

A primeira parte da Ave-Maria, saiu da boca de Isabel e do Anjo Gabriel.

Desde os primeiros séculos, já se acreditava neste dogma: Maria, a Mãe de Deus. 

Na biblioteca de Alexandria há papiros que dizem: “À vossa proteção nos recorremos Santa Mãe de Deus”. Essa oração é do segundo século.

 Quando chegou o ano 430, surgiu uma heresia: o Patriarca de Constantinopla dizia que Maria não era a Mãe de Deus. A Igreja precisou fazer acontecer um Concílio, na cidade de Éfeso, na Turquia, quando proclamou solenemente: “Maria é a Mãe de Deus (Theotokos).

Infelizmente, alguns de nossos irmãos separados não dizem a “Mãe de Deus”, mas a “Mãe de Jesus”. Nós dizemos que Maria é a Mãe de Deus, porque Jesus é Deus.

Certa vez, eu estava dando aula e um aluno me disse: “Por que não podemos seguir as outras religiões? ”. Eu lhe respondi: “Não vou dizer para você não seguir as outras religiões, porque precisamos respeitar uns aos outros. Mas eu vou lhe dizer por que eu sou católico. Estou convencido de que a minha religião veio de Deus. Se você me mostrar outra religião em que Deus tenha andado sobre as águas, transformado a água em vinho, feito a multiplicação dos pães, curado leprosos, expulsado demônios, feito vários milagres e ainda ressuscitado, eu mudo de religião. Jesus é Deus, enviado pelo Pai ao mundo para a nossa redenção.

Maria, escolhida desde toda a eternidade por Deus para gerar o Verbo Eterno, Jesus, homem e Deus, sempre esteve com Jesus, desde sua concepção até a Ascensão aos céus.

O primeiro milagre de Jesus (nas bodas de Caná, mudando água em vinho) aconteceu por causa, intervenção e intercessão de Maria.

Maria escolhida por Deus para gerar o Verbo Eterno, Jesus, o Filho de Deus, não só O gerou, mas assumiu o plano da salvação de toda a humanidade com Jesus o tempo todo de seu viver.

Pe. Geraldo Ildeo Franco – dezembro 2019