NATAL

PARÓQUIA SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

ÁGUAS, BELA VISTA, CARIRU, CASTELO, VILA IPANEMA - IPATINGA / MG.

O Padroeiro: Sagrado Coração de Jesus

 

 

 

 

 A origem das festas natalinas não é cristã. A festa cristã do natal começou na Igreja apenas a partir do século IV.  A Igreja se apropriou de festas pagãs do dia 25 de dezembro para celebrar o dia do nascimento de Jesus Cristo, O Sol da justiça, a Luz do mundo.

A palavra "Natal" em inglês é Christmas, é a união de duas palavras, christ mass que significa missa de Cristo ou missa de natal.

O dia 25 de dezembro foi escolhido porque a Igreja apropriou-se dos festivais pagãos que celebravam a Saturnália e o solstício de inverno, em adoração ao deus-Sol, o Sol invictus

As festas em honra ao Sol invictus são as celebrações de inverno chamadas de "A natividade do sol". A festa solar do natalisinvicti (natividade do sol inconquistado) era celebrada em 25 de dezembro e não é por acaso.  A escolha da data é baseada na observação dos corpos celestes e, para os povos do Norte, representava o dia mais longo do ano, o solstício de inverno, que começara naquela data.

 Hoje sabemos,com mais exatidão, que a data corrigida do solstício de inverno – no Norte - é 21 ou 22 de dezembro e não no dia 25/12.

Muitos dos primeiros cristãos tentaram identificar elementos pagãos com símbolos bíblicos. Jesus, por exemplo, foi identificado com o deus-sol.

Tertuliano teve que assegurar que o sol não era o Deus dos cristãos, e Agostinho denunciou a identificação herética de Cristo com o Sol.

 O salmo 84,11 diz que Jesus é Sol. Mas este versículo não está dizendo que Jesus é o deus sol ou que o Sol é um deus, mas que, assim como o sol ilumina toda a humanidade, Jesus é a Luz que alumia todos os homens (Lucas1,78,79 e João1,9).

O Termo Sol, nesse caso, poderia significar uma nova luz, no caso de Jesus, a luz da verdade para a humanidade.

 

ESTRELA DE BELÉM

Segundo o astrônomo KarlisKaufmanis, a Estrela de Belém pode ter sido, na verdade, uma conjunção tripla de Júpiter, Saturno e da constelação de peixes.

 Outros dizem que a estrela foi uma Supernova ou Hipernova que teria explodido perto da galáxia de Andrômeda na época.

Há quem diga que foi o cometa Halley que brilhou mais nos dias do nascimento de Jesus.

Dr. KarlisKaufmanis, professor de astronomia na Universidade de Minnesota fez uma pesquisa considerável sobre a Estrela de Belém. Ele afirma que o nascimento de Cristo foi anunciado, não por um único objeto no céu, mas por um evento astronômico em que Júpiter, o astro-rei, e Saturno, a estrela do Messias, apareceram juntos na constelação piscis, ou peixes.

Kaufmanis acredita que os magos eram astrólogos que previram, juntamente com a antiga tradição hebraica, que este evento tão esperado iria anunciar o nascimento do Messias em Belém.

 

CRENÇAS PAGÃS ANTIGAS 

A Igreja cristã primitiva chegou a outros povos,respeitando, propondo e não destruindo as crenças antigas das outras religiões. Com sabedoria, sem impor a sua fé cristã, os primeiros cristãos aproveitaram-se de muitos ritos e crenças pagãs e os incorporaram na sua liturgia, dando-lhes sentido monoteísta, cristão e enriquecendo os costumes pagãos. Essa sabedoria dos cristãos, inspirada pelo Espírito Santo, sem dúvida, cativou e conquistou muitos pagãos para fazerem parte da comunidade dos seguidores de Jesus ressuscitado.

Muitas lendas, mitos e costumes pagãos podem ter tido influência direta nos seguidores de Jesus, já que os cultos coexistiram com o cristianismo primitivo.

 A imensa maioria dos rituais e crenças pagãs surgiu milhares de anos antes do nascimento do mesmo. A igreja primitiva, sem condenar a ninguém, usou rituais pagãos, dando-lhes sentido e teologia cristãos.

Apesar de as muitas crenças pagãs apresentarem, diferentes mitos e datações históricas diversas, a data do nascimento do deus sol, para todos eles aponta única e exclusivamente para o Solstício de Inverno e nada mais.
O Natal, bem como o Ano Novo, Festas Juninas e até mesmo o Carnaval são, por sua vez, festas pagãs. Foramcriadas para festejar os astros celestes. A Igreja não perdeu tempo! Respeitou, enriqueceu e deu sentido cristão aos rituais mais diversos que aparecessem. Assim os cristãos foram se impondo, crescendo em número e encantando os pagãos para fazerem parte da Igreja de Jesus.

 

FESTAS PAGÃS ANTERIORES ÀS FESTAS CRISTÃS DO NATAL

Na China, as homenagens e festas aconteciam (ainda hoje) para celebrar o yin-yang, que representa a harmonia da natureza.

Até povos antigos da Grã-Bretanha, mais primitivos que seus contemporâneos do Oriente, comemoravam: o forrobodó em volta de Stonehenge, monumento que começou a ser erguido em 3100 a.C. para marcar a trajetória do Sol ao longo do ano.

As comemorações em Roma, então, eram mais um reflexo de tudo isso. Cultuavam Mitra, o deus da luz, no 25 de dezembro, parafestejar o solstício de inverno. Como eles pensavam que fosse.

O culto a Mitra chegou à Europa lá pelo século 4 a.C., quando Alexandre, o Grande, conquistou o Oriente Médio. Centenas de anos depois, soldados romanos viraram devotos da divindade de Cristo.  A religião do Nazareno foi parar no centro do Império romano.

As festas pagãs em honra a Mitra, o Festival do Sol Invicto, ganharam uma celebração exclusiva. Esse evento passou a fechar outra farra dedicada ao solstício. Era a Saturnália, que durava uma semana e servia para homenagear Saturno, senhor da agricultura. “O pontocentral dessa comemoração eram os sacrifícios ao deus Sol. Enquanto isso, dentro das casas, todos se felicitavam, comiam e trocavam presentes”. Os mais animados se entregavam a orgias – mas isso os romanos faziam o tempo todo.

Ao lado desse paganismo exacerbado, um pequeno grupo de cristãos, uma igreja perseguida, nanica, foi se impondo, crescendo, pela evangelização, catequese, obras de caridade e defesa dos mais fracos e pobres. Com o Imperador Constantino, o cristianismo tornou-se respeitado em Roma. Posteriormente o Império romano adotou o cristianismo como religião oficial.

Pe. Geraldo Ildeo Franco – dezembro 2019