MAGOS VINDOS DO ORIENTE ADORAM O MENINO DEUS

PARÓQUIA SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

ÁGUAS, BELA VISTA, CARIRU, CASTELO, VILA IPANEMA - IPATINGA / MG.

O Padroeiro: Sagrado Coração de Jesus

 

 

 

 

Dizem que os três reis magos, Melchior, Baltasar e Gaspar não eram três nem reis. Eles ganharam esses nomes apenas no século IX.

Na verdade, os Magos que vieram do Oriente visitar o Menino Deus representam todos os povos pagãos. Reconheceram Jesus como o Messias, o salvador, o Filho de Deus que veio ao mundo para salvar todas as nações pagãs, e todas as raças (branca, amarela e negra) sem distinção.

No tempo do natal muitas pessoas entram em contato com figuras tradicionais do folclore natalino.Garantimos que nem tudo é verdade com fundamento histórico e bíblico. Há muitas lendas (lindas) sobre o Natal. Nós as respeitamos, mas ninguém é obrigado a crer nelas.

Nem toda tradição está pautada naquilo que é correto historicamente. Nos presépios,vemos ali três homens, caracterizados como reis, encontrando-se com Jesus. Eles geralmente são chamados de três reis magos e têm também seus nomes criados como sendo Melchior, Baltasar e Gaspar.

A verdade sobre esses três reis magos:

A Bíblia não revela em nenhum dos evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João) o nome de nenhum desses homens. Ou seja, essa informação não é bíblica, ela é inventada, baseada em tradições que não podemos determinar se são corretas ou não. O fato é que nos escritos bíblicos inspirados, nenhum dos escritores citou nenhum desses nomes.

 

A Bíblia não cita que eles eram reis: “Tendo Jesus nascido em Belém da Judéia, em dias do rei Herodes, eis que vieram uns magos do Oriente a Jerusalém” (Mateus 2,1). A palavra “magos” nos leva a crer que esses homens eram estudiosos das estrelas, ou seja, trabalhavam estudando astronomia, que é o estudo do movimento dos astros e as leis que os regem (não confundir com astrologia). Pelas narrativas bíblicas é impossível afirmar se eram reis de alguma nação. É mais possível que fossem funcionários de reis, mas não reis.

Eram três os magos que foram ao encontro de Jesus? Conforme vemos representado em nosso tempo, se dá o número de três, porém, os escritos bíblicos dizem “uns magos”, o que nos leva a verificar que era mais de um, mas não sabemos quantos ao certo. O número de três magos é usado por conta dos três presentes trazidos a Jesus: “Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra” (Mateus 2,11). Mas é difícil estabelecer se cada um que foi levou um presente ou se esses eram presentes de toda a comitiva.

As figuras tradicionais do natal mostram que os magos teriam ido visitar Jesus na estrebaria no dia de seu nascimento.  Eles visitaram Jesus em uma casa, que nem sabemos ao certo se era de José e Maria ou de outra pessoa: “Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra” (Mateus 2,11). É bem provável que houvesse passado vários meses desde o nascimento de Jesus até o encontro com os magos.

A reação de Herodes ao mandar matar todos os meninos de 2 anos para baixo é um forte indicador de que os magos encontraram Jesus vários meses após o nascimento dele (Mateus 2,16)

É sempre importante avaliarmos se as tradições da forma como nos são mostradas realmente condizem com aquilo que a Bíblia ensina. Tradições nem sempre são verdade. Às vezes elas não fazem nenhum mal em si. No entanto, quando desmentem o relato bíblico ou algo que contraria o que a Palavra de Deus realmente ensina, devemos rejeitá-las.

Muitas lendas, mesmo encantadoras, apesar de não serem dogmas da Igreja, nasceram da piedade popular, desde os primórdios do cristianismo. Na verdade, elas querem reforçar a importância de Jesus e dos magos, pagãos, que vieram adorá-lo, oferecendo-lhe presentes em sinal de respeito.

Jesus veio para que todos os povos, representados pelos Magos, não só os judeus, tivessem vida e vida em abundância – João 10,10.

Dezembro 2019 - Pe. Geraldo Ildeo Franco