Advento

PARÓQUIA SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

ÁGUAS, BELA VISTA, CARIRU, CASTELO, VILA IPANEMA - IPATINGA / MG.

O Padroeiro: Sagrado Coração de Jesus

 

 

 

 

O advento é o tempo litúrgico que antecede o Natal.  São quatro semanas nas quais somos convidados a esperar Jesus que vem. Por isso é um tempo de preparação e de alegre espera do Senhor. Nas duas primeiras semanas do advento, a liturgia nos convida a vigiar e esperar a vinda gloriosa do Salvador. Nas duas últimas, lembrando a espera dos profetas e de Maria, nos preparamos mais especialmente para celebrar o nascimento de Jesus em Belém.

O advento consta de quatro domingos:

1. Do primeiro domingo do advento até 16 de dezembros dá se maior evidência ao aspecto escatológico e procura-se orientar as almas para a espera da vinda gloriosa de Cristo.

2. Do dia 17 de dezembro ao dia 24, tanto na missa quanto na liturgia das horas, todos os textos orientam-se mais diretamente à preparação do natal.

O advento é o tempo litúrgico em que se dá destaque, de maneira feliz, à cooperação de Maria no mistério da redenção. Isto acontece como que ‘de dentro para fora’, interiormente, na celebração e, não, por superposição ou por acréscimo devocionista. Não é justo, porém, chamar o advento de melhor ‘mês de Maria’, exatamente porque este tempo litúrgico é essencialmente celebração do mistério da vinda do Senhor, mistério a que se acha particularmente ligada a cooperação de Maria.

A solenidade da Imaculada Conceição, celebrada no princípio do advento, não significa parênteses ou ruptura da unidade deste tempo litúrgico, mas é parte do mistério. Maria imaculada é o protótipo da humanidade redimida, o fruto mais excelso da vinda redentora de Cristo. Nela, como canta o prefácio da solenidade, Deus nos deu “as primícias da igreja, esposa de Cristo sem ruga e sem mancha, resplandecente de beleza”.

A comunidade cristã, com a liturgia do advento, é chamada a viver algumas atitudes essenciais à expressão evangélica da vida: a espera vigilante e jubilosa, a esperança, a conversão. A atitude da espera caracteriza a igreja e o cristão porque o Deus da revelação é o Deus da promessa que em Cristo manifestou toda a sua fidelidade ao homem (cf. 2Cor 1,20). Durante o advento a igreja não repete a parte dos judeus que esperavam o Messias prometido, mas vive a espera de Israel em níveis de realidade e manifestação definitiva desta realidade, que é Cristo. Agora vemos “como que num espelho”, mas virá o dia em que “veremos face a face” (1 Cor 13,12). A igreja vive esta espera na vigilância e na alegria. Por isso, reza: “Maranatha: Vem, Senhor Jesus” (Ap 22,17-20).

O advento celebra o “Deus da esperança” (Rm 15,13) e vive a alegre esperança (cf. Rm 8, 24-25). O canto que caracteriza o advento, desde o primeiro domingo, é o do Salmo 25: “A ti, Senhor, eu me elevo, ó meu Deus. Eu confio em ti, que eu não seja envergonhado, que meus inimigos não triunfem contra mim! Os que esperam em ti não ficam envergonhados”.

Gildete Maria Magalhães