A MÚSICA NA LITURGIA

PARÓQUIA SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

ÁGUAS, BELA VISTA, CARIRU, CASTELO, VILA IPANEMA - IPATINGA / MG.

O Padroeiro: Sagrado Coração de Jesus

 

 

 

 

A CNBB e as Dioceses estão nos orientando sobre a colocação exata nas ações litúrgicas. Há diversos rituais e celebrações na liturgia católica: nascimento de uma criança, batismo, catequese, bênçãos das casas, do carro, celebrações de festa, de noivos, de matrimônio, de funerais, de louvor, de adoração ao Santíssimo Sacramento, novenas do Natal de Maria Santíssima, Eucaristia etc. Todas elas são importantes. O que não pode acontecer é misturar, por exemplo, música da Eucaristia com música de louvor. Cada celebração tem o seu tema, o seu objetivo, o seu sentido. Como cantar músicas de funeral na noite de natal. Há toda uma lógica e um sentido, uma proposta e um objetivo para cada celebração. A música na liturgia não existe para enfeitar, para preencher o vazio ou para cantar por cantar. Há orientações claras, lógicas e coerentes que devem ser seguidas pelos que organizam as músicas nas diversas celebrações da Igreja.

A MÚSICA: PARTE INTEGRANTE DA LITURGIA

O canto é parte necessária e integrante da liturgia. Não é algo que vem de fora para animar ou enfeitar a liturgia. Por isso devemos cantar a liturgia e não cantar na liturgia. Os cantos e músicas, executados com atitude espiritual e, condizentes com cada Domingo, ajudam a comunidade a penetrar no mistério celebrado. Portanto, não basta só saber que os cantos são do Tempo do Natal, é preciso executá-los com atitude espiritual. A escolha dos cantos deve ser cuidadosa, para que a comunidade tenha o direito de cantar o mistério celebrado. A função da equipe de canto não é simplesmente cantar o que gosta, mas cantar o mistério da liturgia deste Tempo do Natal. Os cantos devem estar em sintonia com o Ano Litúrgico, com a Palavra proclamada e com o sacramento celebrado. Não devemos esquecer que toda liturgia é uma celebração da Igreja corpo de Cristo e não de um grupo, de uma pastoral ou de um movimento.

CANTO DE ENTRADA

A função do canto de abertura, inserido nos ritos iniciais, cumpre antes de tudo o papel de criar comunhão. Seu mérito é de convocar a assembleia e, pela fusão das vozes, juntar os corações no encontro com o Ressuscitado, na certeza de que onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou aí no meio deles (Mateus 18,20).

Ensina a Instrução Geral do Missal Romano que o canto de abertura tem por objetivo, além de unir a assembleia, “inseri-la no mistério celebrado” (IGMR nº 47). Nesse sentido o Hinário Litúrgico I da CNBB nos oferece uma ótima opção, que muitos estão gravados no CD: Liturgia V. Outra opção é o Ofício Divino das Comunidades.

Santo Agostinho dizia que quem canta reza duas vezes: “Quis cantat bis orat”.