MINISTÉRIO DA VISITAÇÃO

PARÓQUIA SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

ÁGUAS, BELA VISTA, CARIRU, CASTELO, VILA IPANEMA - IPATINGA / MG.

O Padroeiro: Sagrado Coração de Jesus

 

 

 

 

A palavra “ministério” vem do latim e significa “serviço”. É a tradução da palavra “diakonia”, que aparece muitas vezes nos escritos do Novo Testamento. Na Igreja, os ministérios têm origem em Jesus, que se apresenta como o grande servidor: “O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar sua vida em resgate de muitos”. (Mt 20,28; Mc10, 45).

O cristão, que tomou consciência de sua missão de evangelizador, deverá não apenas acolher bem quem se aproxima, mas ir ao encontro dos outros e retomar a prática evangélica das visitas às casas. A visitação tem um profundo sentido teológico: a pessoa enviada por Deus representa o próprio Deus que visita seu povo.

O ato de visitar é tão antigo quanto a pessoa humana. Visitar é entrar em comunhão com as pessoas. A visita tem o poder de restaurar a vida, refazer os laços quebrados, aproximar os inimigos, estabelecer o diálogo, reconstruir a paz.

Hoje as pessoas, como nunca, experimentam muita solidão e isolamento. Aparelhos e técnicas de comunicação se multiplicam aos milhares, diminuindo a magia do olhar, o timbre da voz, o calor do toque e da intimidade, que só o encontro pessoal é capaz de proporcionar. Por isso, a necessidade e a urgência de uma pastoral feita do encontro pessoal, da proximidade do toque e do olhar, que criam a magia e a profundidade das relações humanas, e resgatam esperança e a vida.

Quando bem organizado e estruturado, o Ministério da Visitação pode tornar-se uma forma privilegiada de evangelização da realidade desafiadora de nosso mundo: resgatar o valor maior da Criação, a vida e a pessoa humana.

O Ministério da visitação atualiza as visitas que Jesus fazia as pessoas para Salva-las, isto é resgatá-las para a vida e a esperança revelando o imenso e gratuito amor do Pai.

A Visitação quer ser ainda uma presença fraterna e solidária da Igreja, uma presença de encorajamento e esperança. É ação pastoral permanente e organizada. Deve ser estruturada em conjunto com as demais pastorais, especialmente aquelas que, por sua natureza, realizam visitas ou contatos com as famílias: Pastoral da Saúde, Catequese, Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística, Apostolado da Oração.

Uma pastoral deve completar a outra por meio de ajuda mútua, troca de informações etc.

O grupo de Ministros da Visitação deve ter uma coordenação, cuja função deve ser:

- Coordenar e articular todo o trabalho das equipes de visitação

- Apoiar e animar os visitadores.

-  Assegurar a unidade e a continuidade do trabalho.

- Estabelecer contato com as demais pastorais.

- Deve elaborar um programa de trabalho.

Cada etapa do trabalho de visitação deve ser planejada, em conjunto, por toda a equipe de visitadores, e para serem definidos os conteúdos, metodologias e prazos necessários.

Após cada visita, será conveniente uma avaliação do trabalho feito e de sua continuidade.

As visitas devem ser feitas normalmente por duas ou mais pessoas. Antes de sair para as visitas, os visitadores devem preparar-se por meio da oração, meditação e estudo da Palavra de Deus.

Ao chegar à casa, saudar a todos cordialmente. É importante identificar-se como católicos e esclarecer os objetivos da visita. Os visitadores poderão usar um crachá e a camisa da paróquia, que os identifique como membros da Igreja e Ministros da Visitação.

As visitas não podem ser forçadas, não falar muito, não podem ser prolongadas e devem ser feitas em horários adequados.

 Além da capacitação pessoal, é importante compreender que o Ministério da Visitação implica um verdadeiro carisma, tendo capacidade e acolhimento de escuta, cordialidade e alegria, atitude de discrição e sigilo, comunhão e unidade com a Igreja.

Os Visitadores se sentirão ungidos para dar continuidade à missão de Jesus: resgatar a vida, devolver a esperança, revelar o imenso, gratuito e incondicional amor do Pai por todas as pessoas, preferencialmente, pelos pequenos, deserdados, marginalizados e excluídos.

Gildete Maria Magalhães – Coordenadora Pastoral Paroquial -2017