DOGMA DA IMACULADA CONCEIÇÃO.

PARÓQUIA SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

ÁGUAS, BELA VISTA, CARIRU, CASTELO, VILA IPANEMA - IPATINGA / MG.

O Padroeiro: Sagrado Coração de Jesus

 

 

 

 

 “Na plenitude dos tempos, diz o Apóstolo Paulo: Deus enviou Seu Filho ao mundo nascido de uma mulher para a salvação da humanidade” - (Gálatas 4,4).

· Em 25/03/1954: na festa da Anunciação do Anjo Gabriel à Virgem Maria, A Virgem Maria anunciou a Bernadete que Ela era a Imaculada Conceição.

· Em 8 de dezembro de 1858 o Papa Pio IX declarou dogma de fé a doutrina que ensinava ter sido a Mãe de Deus concebida sem mancha por um especial privilégio divino.

· Na Bula Ineffabilis Deus, o Papa afirmou:  “Nós declaramos, decretamos e definimos que a doutrina segundo a qual, por uma graça e um especial privilégio de Deus Todo Poderoso e em virtude dos méritos de Jesus Cristo, salvador do gênero humano, a bem-aventurada Virgem Maria foi preservada de toda a mancha do pecado original no primeiro instante de sua conceição, foi revelada por Deus e deve, por conseguinte, ser crida firmemente e constantemente por todos os fiéis.

· Desde os inícios da Igreja, Maria, Mãe de Jesus, já era amada, respeitada, cultuada como uma pessoa privilegiada, santificada e protegida por Deus contra qualquer tipo de pecado.

É de notar que em 1476 a festa da Imaculada já era celebrada na Igreja.

 

Assim como o pecado entrou no mundo por Eva, assim também a graça da salvação aconteceu por Maria que aceitou a notícia vinda do Anjo Gabriel, correspondeu ao seu chamado e gerou o Verbo eterno.

· Como nenhum ser humano é livre do pecado, foi então preciso que Deus preparasse uma mulher livre, para que Seu Filho fosse também isento da culpa original, e pudesse libertar Seus irmãos.

· Assim, o Senhor antecipou para Maria, a escolhida entre todas, a graça da Redenção que seu Filho conquistaria com Sua Paixão e Morte. A Imaculada Conceição de Nossa Senhora foi o primeiro fruto que Jesus conquistou com Sua morte. Maria foi concebida no seio de sua mãe, Santa Ana, sem o pecado original.

Como disse o cardeal Suenens:

· A santidade do Filho Jesus é a causa da santificação antecipada da Mãe, como o sol ilumina o céu antes de ele mesmo aparecer no horizonte.

· O Anjo Gabriel lhe disse na Anunciação: “Ave, cheia de graça…” (Lucas 1,28). Nesse “cheia de graça”, a Igreja entendeu todo o mistério e dogma da Conceição Imaculada de Maria. Se ela é cheia de graça, mesmo antes de Jesus ter vindo ao mundo, é porque é desde sempre toda pura, bela, sem mancha alguma; isto é, Imaculada.

· Em 8 de dezembro de 1854 assim o Papa Pio IX declarou dogma de fé a doutrina que ensinava ter sido a Mãe de Deus concebida sem mancha por um especial privilégio assim divino.

Na Bula Ineffabilis Deus, o Papa diz:

“Nós declaramos, decretamos e definimos que a doutrina segundo a qual, por uma graça e um especial privilégio de Deus Todo Poderoso e em virtude dos méritos de Jesus Cristo, salvador do gênero humano, a bem-aventurada Virgem Maria foi preservada de toda a mancha do pecado original no primeiro instante de sua conceição, foi revelada por Deus e deve, por conseguinte, ser crida firmemente e constantemente por todos os fiéis.

· É de notar que em 1476 a festa da Imaculada foi incluída no Calendário Romano.

· Em 1570, o papa Pio V publicou o novo Ofício da Virgem Maria, salientando a santidade completa da cheia de Graça que é a Virgem Maria.

· 1708, o papa Clemente XI estendeu a festa da Imaculada a toda a Cristandade tornando-a obrigatória.

· S. Bernardino de Sena (1444), assim saúda  Maria: “Maria: Antes de toda criatura fostes, ó Senhora, destinada na mente de Deus para ser a  Mãe do Homem Deus. Se não por outro motivo, ao menos pela honra de seu Filho, que é Deus, era necessário que o Pai Eterno a criasse pura de toda mancha”.

· Diz o livro dos Provérbios: “A glória dos filhos são seus pais (Pr 17,6); logo, é certo que Deus quis glorificar Seu Filho humanado também pelo nascimento de uma Mãe toda pura.

· S. Tomás de Vilanova (1555), disse em sua teologia sobre Nossa Senhora: Nenhuma graça foi concedida aos santos sem que Maria a possuísse desde o começo em sua plenitude..

· S. João Damasceno, doutor da Igreja (749), afirma: “A Virgem, a quem Deus resolveu dar Seu Filho Único, tinha de brilhar numa pureza que ofuscasse a de todos os anjos e de todos os homens e fosse a maior imaginável abaixo de Deus”.

· Então pergunta S. Afonso: Qual seria aquele que, podendo ter por Mãe uma rainha, a quisesse uma escrava? Por conseguinte, deve-se ter por certo que a escolheu tal qual convinha a um Deus.

· Quando Deus eleva alguém a uma alta dignidade, também o torna apto para exercê-la, ensina S. Tomás de Aquino. Portanto tendo eleito Maria para Sua Mãe, por Sua graça a tornou digna de ser livre de todo o pecado, mesmo venial, ensinava S. Tomás; caso contrário, a ignomínia da Mãe passaria para o Filho.

· S. Agostinho de Hipona, Bispo e doutor da Igreja afirmou em  (430):  “Nem se deve tocar na palavra pecado em se tratando de Maria; e isso por respeito Àquele de quem mereceu ser a Mãe, que a preservou de todo pecado por sua graça”.

· Ave, cheia de graça! Aos outros santos a graça é dada em parte, contudo a Maria foi dada em sua plenitude. Assim a graça santificou não só a alma mas também a carne de Maria, a fim de que com ela revestisse depois o Verbo Eterno, afirma S. Tomás.

“O´ Maria concebida sem pecado; rogai por nós que recorremos a Vós”!

Pe. Geraldo Ildeo Franco – dezembro 2019