GUIAR OS NOIVOS NO CAMINHO DE PREPARAÇÃO PARA O MATRIMÓNIO

PARÓQUIA SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

ÁGUAS, BELA VISTA, CARIRU, CASTELO, VILA IPANEMA - IPATINGA / MG.

O Padroeiro: Sagrado Coração de Jesus

 

 

 

 

A complexa realidade social e os desafios, que a família é chamada a enfrentar atualmente, exigem um empenhamento maior de toda a comunidade cristã na preparação dos noivos para o matrimônio. É preciso ajudar os jovens a descobrir o valor e a riqueza do matrimônio. Eles devem poder captar o fascínio duma união plena que eleva e aperfeiçoa a dimensão social da vida, confere à sexualidade o seu sentido maior, ao mesmo tempo em que promove o bem dos filhos e lhes proporciona o melhor contexto para o seu amadurecimento e educação. É necessário lembrar a importância das virtudes. As comunidades cristãs devem reconhecer que é um bem para elas mesmas acompanhar o caminho de amor dos noivos. Como justamente disseram os bispos da Itália, aqueles que se casam são, para as comunidades cristãs, um recurso precioso, porque, esforçando-se sinceramente por crescer no amor e no dom recíproco, pode contribuir para renovar o próprio tecido de todo o corpo eclesial: a forma particular de amizade que vivem pode tornar-se contagiosa, fazendo crescer na amizade e na fraternidade a comunidade cristã de que fazem parte. Há várias maneiras legítimas de organizar a preparação próxima para o matrimônio. Não se trata de lhes ministrar o Catecismo inteiro nem de saturá-los com demasiados temas, sendo válido também aqui que não é o muito saber que enche e satisfaz a alma, mas o sentir e saborear interiormente as coisas. Interessa mais a qualidade do que a quantidade, devendo-se dar prioridade – juntamente com um renovado anúncio do querigma – àqueles conteúdos que, comunicados de forma atraente e cordial, os ajudem a comprometer-se num percurso da vida toda «com ânimo grande e liberalidade”. Trata-se duma espécie de iniciação ao sacramento do matrimônio, que lhes forneça os elementos necessários para poderem recebê-lo com as melhores disposições e iniciar com certa solidez a vida familiar. Na realidade, cada pessoa prepara-se para o matrimônio, desde o seu nascimento. Tudo o que a família lhe deu, deveria permitir-lhe aprender da própria história e torná-la capaz dum compromisso pleno e definitivo. Provavelmente os que chegam melhor preparados ao casamento são aqueles que aprenderam dos seus próprios pais o que é um matrimónio cristão, onde se escolheram um ao outro sem condições e continuam a renovar esta decisão. Neste sentido todas as atividades pastorais, que tendem a ajudar os cônjuges a crescer no amor e a viver o Evangelho na família, são uma ajuda inestimável a fim de que os seus filhos se preparem para a sua futura vida matrimonial. Os noivos deveriam ser incentivados e ajudados a poderem expressar o que cada um espera dum eventual matrimônio, a sua maneira de entender o que é o amor e o compromisso, aquilo que se deseja do outro, o tipo de vida em comum que se quer projetar. Estes diálogos podem ajudar a ver que, na realidade, os pontos de contato são escassos e que a mera atração mútua não será suficiente para sustentar a união. Não há nada de mais volúvel, precário e imprevisível que o desejo, e nunca se deve encorajar uma decisão de contrair matrimônio se não se aprofundaram outras motivações que confiram a este pacto reais possibilidades de estabilidade. A preparação próxima do matrimônio tende a concentrar-se nos convites, na roupa, na festa com os seus inumeráveis detalhes que consomem tanto os recursos econômicos como as energias e a alegria. Na preparação mais imediata, é importante esclarecer os noivos para viverem com grande profundidade a celebração litúrgica, ajudando-os a compreender e viver o significado de cada gesto. Lembremo-nos de que um compromisso tão grande como este expresso no consentimento matrimonial e a união dos corpos que consuma o matrimônio, quando se trata de dois batizados, só podem ser interpretados como sinais do amor do Filho de Deus feito carne e unido com a sua Igreja em aliança de amor. Às vezes, os noivos não percebem o peso teológico e espiritual do consentimento, que ilumina o significado de todos os gestos sucessivos. É necessário salientar que aquelas palavras não podem ser reduzidas ao presente; implicam uma totalidade que inclui o futuro: «até que a morte vos separe». O sentido do consentimento mostra que «liberdade e fidelidade não se opõem uma à outra, aliás, apoiam-se reciprocamente quer nas relações interpessoais quer nas sociais”. De fato, pensemos nos danos que produzem, na civilização da comunicação global, o aumento de promessas não mantidas A honra à palavra dada, a fidelidade à promessa não se podem comprar nem vender. “Não podem ser impostas com a força, nem guardadas sem sacrifício.” A liturgia nupcial é um evento único, que se vive no contexto familiar e social duma festa. Jesus começou os seus milagres no banquete das bodas de Caná: o vinho bom do milagre do Senhor, que alegra o nascimento duma nova família, é o vinho novo da Aliança de Cristo com os homens e mulheres de cada tempo.