O CÉU – Nossa meta!

PARÓQUIA SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

ÁGUAS, BELA VISTA, CARIRU, CASTELO, VILA IPANEMA - IPATINGA / MG.

O Padroeiro: Sagrado Coração de Jesus

 

 

 

 

Caso sejamos perguntados a respeito do que ansiamos para nossa vida futura após a morte, todos nós cristãos diremos, o Céu! E ainda aqueles que não o são, se pudessem escolher seu destino pós-morte, escolheriam uma realidade semelhante. Mas o que é o Céu? Quais as características deste “lugar” preparado por Deus para aqueles que buscam viver seus ensinamentos? Para quem é “reservado”?

Definamos, então, ainda que de maneira humanamente limitada, o que é o Céu. Sem sombra de dúvidas, a melhor expressão par definir a esperança cristã é o fato de ESTAR COM CRISTO. Ver-conhecer a Deus é ver o Cristo ressuscitado tal qual é (cf. 1Jo 3,2), é morar junto do Senhor Jesus glorificado (cf. 2Cor 5,8). Ter a Vida já aqui na terra é crer em Cristo, escutar sua palavra, comer sua carne e beber seu sangue. Isto será pleno no céu! A participação do ser de Deus é, portanto, participação no ser de Cristo ou “estar com Cristo”. Nos evangelhos sinóticos encontram-se muitas referências a este estar com o Senhor: a parábola do convite às bodas (cf. Mt 22,1-14), as dez virgens (cf. Mt 25,1-13), a promessa do Senhor de beber o fruto da vida com os discípulos no Reino do Pai (cf. Mt 26,29), o convite a entrar na alegria do Senhor (cf. Mt 25,21.23). Particularmente interessante é a palavra de Jesus ao ladrão: “Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso” (Lc 23,42s). Aqui o importante é o “comigo”: o que importa é o estar com Cristo, na sua companhia, associado intimamente a ele, compartilhando a sua vida, na comunhão com o destino glorioso do Senhor. Assim, a mais importante da salvação é “estar com Cristo”.

Por isso mesmo Paulo usa com frequência a fórmula “com (em) Cristo”: “Assim estaremos sempre com o Senhor” (1Ts 4,17); “Estamos, repito, cheios de confiança, preferindo ausentar-nos do corpo para morar junto do Senhor” (2Cor 5,8); “Estou como que na alternativa. Pois de um lado desejo partir para estar com Cristo, o que é muito melhor” (Fl 1,23). Nos escritos de São João aparece esta mesma ideia: “Pai, quero que os que me deste estejam também comigo onde eu estiver, para que vejam esta minha glória que me deste, porque me amaste antes da criação do mundo” (Jo 17,24); “Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearemos juntos” (Ap 3,20); “Quando tiver ido e tiver preparado um lugar para vós, voltarei novamente e vos levarei comigo para que, onde eu estiver, estejais também vós” (Jo 14,3).

O Céu não é algo impossível, é uma promessa de fidelidade de Deus, porém exige de nós total comprometimento. E em se tratando de um mundo marcado pelo narcisismo, imediatismo e consumismo, sem contar toda a ditadura do relativismo e do descartável que nos assola, tem se tornado mais difícil mantermos o olhar fixo na pessoa de Jesus pois parecemos remar arduamente contra a maré. Não nos desesperemos! Lutemos e tenhamos fé! Como nos lembra Jesus pelo Evangelho de São Lucas (6, 22-23):“Felizes são vocês quando os odiarem, rejeitarem, insultarem e disserem que vocês são maus por serem seguidores do filho do homem. Fiquem felizes e muito alegres quando isso acontecer, pois uma grande recompensa está guardada no céu para vocês. Pois os antepassados dessas pessoas fizeram essas mesmas coisas com os profetas. ” Estado de felicidade suprema, pura e definitiva.

Enfim, o Céu é contemplação eterna da face de Deus e comunhão plena nEle (Pai, filho e Espírito Santo). Os que morrem na graça de Deus são retribuídos com total felicidade, reunidos em torno de Jesus e Maria, dos anjos e dos santos – A Igreja Celeste e Triunfante. O que se denomina Reino de Deus, Paraíso, Visão de Deus, Vida Eterna e Céu resume-se em estar com Cristo numa existência definitiva e numa comunhão plena.  Não nos esqueçamos de que onde está o Cristo está o Reino. A promessa feita no Primeiro Testamento aos patriarcas (uma terra, um país, bens materiais) agora virou uma pessoa: Jesus Cristo. Ele é a nossa promessa! Toda a plenitude dos bens messiânicos condensa-se na figura do Filho e na comunhão gloriosa com Ele!Eis o que diz São João Maria Vianney: “No céu seremos alimentados pelo sopro de Deus. Ele nos colocará como um arquiteto coloca as pedras num edifício, cada um no lugar que convém”.

Chegamos ao fim do ciclo de nossa catequese escatológica. Esperamos ter esclarecido suas principais dúvidas em relação ao que nos está reservado após a morte e acima de tudo fortalecido sua fé em Cristo e na Igreja, Seu corpo místico.

Por Alef Cesar Augustinho - CICM