04/02 Notícias da Igreja Iraque: 4 crianças mortas e 2 mutiladas por artefatos de guerra não detonados
Compartilhar

Artefatos explosivos remanescentes da guerra continuam a ser a principal causa de baixas civis, e as crianças são particularmente vulneráveis. Sua menor estatura as torna mais propensas a receber o impacto total da explosão, tornando-a ainda mais letal.

Quatro crianças – três meninos e uma menina – morreram e duas crianças foram mutiladas na semana passada devido a acidentes relacionados a bombas em dois locais no Iraque, informa um comunicado do UNICEF, o Fundo das Nações Unidas para a Infância.

Estas mortes somam-se àquelas de 2021,  quando 52 crianças morreram e 73 foram mutiladas devido à explosão de artefatos de guerra e munições não detonadas. Diante dessa tragédia, o UNICEF defende esforços mais coordenados para reduzir o impacto crescente desses incidentes, que atingem especialmente meninos. De fato, o número de crianças vítimas aumentou 67% em relação a 2020: 61 meninos para um total de 79 crianças.

Esses eventos ocorreram na Província de Babel e em Bagdá, enquanto as crianças realizavam tarefas diárias, como recolher lenha. Nesse sentido, é urgente priorizar a segurança das crianças, levando em consideração todos os contextos.

Artefatos explosivos remanescentes da guerra continuam a ser a principal causa de baixas entre os civis, e as crianças são particularmente vulneráveis. Sua menor estatura as torna mais propensas a receber o impacto total da explosão, tornando-a ainda mais letal.

A agência da ONU exorta todas as partes a acelerarem os esforços para remover as minas existentes e munições não detonadas e promover a assistência às vítimas, e defender o direito das crianças a um ambiente seguro. Ao mesmo tempo, exorta o governo do Iraque e a comunidade de doadores a apoiar o aumento e a provisão de atividades de treinamento de risco de artefatos explosivos para que crianças e outros membros da comunidade recebam formação adequada a este respeito em escolas e comunidades em todas as áreas anteriormente afetadas pelo conflito no Iraque.

*Com informações do UNICEF

Vatican News
Imagem capa: Pixabay